terça-feira, 12 de março de 2013

BREVE ESTUDO SOBRE A ARTE ISLÂMICA.

Bem, começa aqui uma curta nova fase. Um pouco diferente do que eu vinha fazendo, mas é algo transitório. 

É que eu pretendo aproveitar o longo período em que estive trabalhando em meus textos acadêmicos e assim aproveitá-los para publicá-los aqui. Acho interessante porque acredito que o debate não precisa ficar restrito ao meio acadêmico. Além do mais, também preciso de opiniões de meus leitores até mesmo para corrigir meus próprios equívocos e na qual estarei aberto a recebê-los. 

O texto abaixo é um trabalho que produzi juntamente com um colega meu de curso para a disciplina de História da Arte III. tratamos aqui um pouco da Arte Islâmica. Não lembro muito sobre esta pesquisa, mas as fontes bibliográficas são verossímeis. claro que, por se tratar de um estudo não profundo sobre o assunto, fica-se algumas lacunas e até mesmo equívocos. então fica o pedido acima mencionado. 

Nada é de fato absoluto.

JC Anjos.                         
                                                        Por: Otto Kohlrausch
                                                       Júlio César dos Anjos.


Introdução

No presente trabalho, faremos um breve relato sobre a Arte Islâmica começando na introdução e leitura de livros através das mesquitas assim gerando as primeiras universidades. E de uma arte microscópica, mas que sobressaltava a própria escrita: As iluminuras como figurações de enriquecimento das convecções destes.
Será abordada aqui a arquitetura que apesar de sua funcionalidade decorativa já apresenta um grau de espiritualidade subjetiva que escapa da sua própria religiosidade como representação. E por ultimo uma breve descrição da estética dentro da própria figuração e pintura.

Arte dentro do livro
Uma consequência cultural de grande importância é no que concerne ao respeito e ao amor aos livros: as mesquitas ensinavam as pessoas a ler e escrever tornando-as letradas. Desse modo, verdadeiras universidades foram construídas, como a de AL-Azhar no Caire, a Sobornne dos árabes.
As tiragens de manuscritos islâmicos fizeram com que essa, rapidamente tornara-se uma civilização do livro e, portanto os mais lidos e mais importantes. Eram manuscritos cuidadosamente elaborados por buscarem a perfeição. Por consequência também eram livros de acabamento impecáveis.

O Lazer no AL-Andalus, em contexto Islâmico.
É no interior mesmo da arte do livro, uma evolução se produziu como calígrafos. Esta arte era inicialmente mais importante que a pintura, uma vez que materializavam a palavra de Deus. As imagens tal como reprodução humana, não era permitida por questões religiosas. No curso dos séculos, o que veremos a seguir é uma equalização entre as artes e são as iluminuras que se tornam objeto desta promoção. As miniaturas serão consideradas arte maior enquanto a pintura mural praticada durante três ou quatro séculos e que acabou desaparecendo.

Jovens jogando Xadrez, segundo iluminura islâmica.


A prioridade será dada ao livro e alguns farão o mesmo pelos tecidos – habito instaurado pelos primeiros monumentos, que pediam cartões de decoração para decoração de mesquitas. Conta-se que um ilustrador de cartões levou sete anos para concluir seu trabalho.

Arquitetura, apartada da religiosidade e decoração: condição espiritual islâmica.
Na arte islâmica os elementos arquitetônicos se transformam em uma constante decoração. Mas a problemática seria medir tal dimensão arquitetônica ser verdadeiramente muçulmana uma vez distinguindo sua condição religiosa, mesmo porque pode produzir formulas bizantina ou mais, se podemos concluir que esta arquitetura criou formula simbólicas mulçumanas ou se é uma questão de apreensão de tradições locais, ou ainda, se foi realmente criado da condição do espírito islã.


A Grande Mesquita de Bucara.

Libertação do fator religioso: nascimento de uma estética.



Na formação da estética islâmica, podemos distinguir, grosso modo, dois tempos: no primeiro, as obras só respondem negativamente com a interdição das figuras de seres vivos, isto e com prescrições aplicadas ao pé da letra, as os artistas não descobriram o meio de transformar estas interdições. Num segundo momento a revolução estética se realiza e assistimos a uma verdadeira explosão de uma arte verdadeiramente muçulmana, isto é, uma arte que não só usa figuras de seres vivos com também não apresenta temas relativos a uma nova religião por sua própria textura de mundo autônomo, pela extrema importância que deu às formas e suas relações, pela composição de um conjunto de obras, pelas convenções utilizadas em pintura para figurar o espaço definidas e estáveis com as prescrições da teologia e com conjunto da filosofia e da visão muçulmana do mundo. É esta a estética que reencontramos em todo o lugar, tingida com caracteres nacionais, ou mesmo regionais, mas sempre exprimindo, através de materiais diversos, uma concepção única do belo.
Mesquita de Jumeirah (acima, vista externa. nesta foto, seu interior).


Os artistas mulçumanos foram excepcionais coloristas. Em seus manuscritos há uma variedade, uma riqueza, uma intensidade e uma variedade admiráveis. Nos manuscritos persas as cores esmaltadas provem do fato da disposição das cores provir de pedras preciosas e semipreciosas em pó, ouro e prata em profusão. Inicialmente, os artistas desenhavam e depois é que coloriam o sentimento de que a arte muçulmana é uma arte de coloristas resulta da estética muçulmana propriamente dita e dos meios inventados pelos artistas para tornar os interditos dos “hadiths”. Os pintores aplicaram ao pé da letra o interdito concernente às imagens com sombras, não modelaram as cores e misturaram branco e preto a elas. 


O resultado imediato é que obtemos placas de cores puras, da mesma intensidade sobre a superfície e sem nenhuma nuance para modelar. Estas placas justapõem-se sem intermediações: suas bordas não são temperadas pelos reflexos dos objetos ambientes, zonas de sombras, claro-escuro, etc.


Conclusão
O que se apresentou foi um breve estudo sobre a arte do médio oriente, em especificidade a Arte Islâmica. Podemos notar que apesar das restrições religiosas, a beleza estética é de importante apreciação devido a sua precisão material, mas também uma possível visão filosófica oriental, mesmo por seus víeis teológico. A arte islâmica continua sua desenvoltura por uma nova estética.


Bibliografia:

LEITE, Silvia. O simbolismo dos padrões geométricos da Arte islâmica.
PAPADOULO, Alexander. L’ Islam etl’ art mulçumanCol Mazenod - Citadelles.
KAMEL, Ali.Sobre o Islã. Ed. Nova Fronteira. 2007.
ROBINSON, Francis. O mundo Islâmicoo esplendor de uma fé. Grandes civilizações do passado.


Rio de Janeiro
2011




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