Bem, começa aqui uma curta nova fase. Um pouco diferente do que eu vinha fazendo, mas é algo transitório.
É que eu pretendo aproveitar o longo período em que estive trabalhando em meus textos acadêmicos e assim aproveitá-los para publicá-los aqui. Acho interessante porque acredito que o debate não precisa ficar restrito ao meio acadêmico. Além do mais, também preciso de opiniões de meus leitores até mesmo para corrigir meus próprios equívocos e na qual estarei aberto a recebê-los.
O texto abaixo é um trabalho que produzi juntamente com um colega meu de curso para a disciplina de História da Arte III. tratamos aqui um pouco da Arte Islâmica. Não lembro muito sobre esta pesquisa, mas as fontes bibliográficas são verossímeis. claro que, por se tratar de um estudo não profundo sobre o assunto, fica-se algumas lacunas e até mesmo equívocos. então fica o pedido acima mencionado.
Nada é de fato absoluto.
JC Anjos.
Por: Otto Kohlrausch
Júlio César dos Anjos.
Introdução
No
presente trabalho, faremos um breve relato sobre a Arte Islâmica começando na
introdução e leitura de livros através das mesquitas assim gerando as primeiras
universidades. E de uma arte microscópica, mas que sobressaltava a própria
escrita: As iluminuras como figurações de enriquecimento das convecções destes.
Será
abordada aqui a arquitetura que apesar de sua funcionalidade decorativa já
apresenta um grau de espiritualidade subjetiva que escapa da sua própria
religiosidade como representação. E por ultimo uma breve descrição da estética
dentro da própria figuração e pintura.
Arte
dentro do livro
Uma
consequência cultural de grande importância é no que
concerne ao respeito e ao amor aos livros: as mesquitas ensinavam as pessoas a
ler e escrever tornando-as letradas. Desse modo, verdadeiras universidades
foram construídas, como a de AL-Azhar no Caire, a Sobornne dos árabes.
As
tiragens de manuscritos islâmicos fizeram com que essa, rapidamente tornara-se
uma civilização do livro e, portanto os mais lidos e mais importantes. Eram
manuscritos cuidadosamente elaborados por buscarem a perfeição. Por consequência
também eram livros de acabamento impecáveis.
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| O Lazer no AL-Andalus, em contexto Islâmico. |
É
no interior mesmo da arte do livro, uma evolução se produziu como calígrafos.
Esta arte era inicialmente mais importante que a pintura, uma vez que
materializavam a palavra de Deus. As imagens tal como reprodução humana, não
era permitida por questões religiosas. No curso dos séculos, o que veremos a
seguir é uma equalização entre as artes e são as iluminuras que se tornam
objeto desta promoção. As miniaturas serão consideradas arte maior enquanto a
pintura mural praticada durante três ou quatro séculos e que acabou
desaparecendo.
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Jovens jogando Xadrez, segundo iluminura islâmica.
|
A
prioridade será dada ao livro e alguns farão o mesmo pelos tecidos – habito
instaurado pelos primeiros monumentos, que pediam cartões de decoração para
decoração de mesquitas. Conta-se que um ilustrador de cartões levou sete anos
para concluir seu trabalho.
Arquitetura,
apartada da religiosidade e decoração: condição espiritual islâmica.
Na
arte islâmica os elementos arquitetônicos se transformam em uma constante
decoração. Mas a problemática seria medir tal dimensão arquitetônica ser
verdadeiramente muçulmana uma vez distinguindo sua condição religiosa, mesmo
porque pode produzir formulas bizantina ou mais, se podemos concluir que esta
arquitetura criou formula simbólicas mulçumanas ou se é uma questão de
apreensão de tradições locais, ou ainda, se foi realmente criado da condição do
espírito islã.
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| A Grande Mesquita de Bucara. |
Libertação
do fator religioso: nascimento de uma estética.
Na
formação da estética islâmica, podemos distinguir, grosso modo, dois tempos: no
primeiro, as obras só respondem negativamente com a interdição das figuras de
seres vivos, isto e com prescrições aplicadas ao pé da letra, as os artistas
não descobriram o meio de transformar estas interdições. Num segundo momento a
revolução estética se realiza e assistimos a uma verdadeira explosão de uma
arte verdadeiramente muçulmana, isto é, uma arte que não só usa figuras de
seres vivos com também não apresenta temas relativos a uma nova religião por
sua própria textura de mundo autônomo, pela extrema importância que deu às
formas e suas relações, pela composição de um conjunto de obras, pelas
convenções utilizadas em pintura para figurar o espaço definidas e estáveis com
as prescrições da teologia e com conjunto da filosofia e da visão muçulmana do
mundo. É esta a estética que reencontramos em todo o lugar, tingida com
caracteres nacionais, ou mesmo regionais, mas sempre exprimindo, através de
materiais diversos, uma concepção única do belo.
| Mesquita de Jumeirah (acima, vista externa. nesta foto, seu interior). |
Os
artistas mulçumanos foram excepcionais coloristas. Em seus manuscritos há uma
variedade, uma riqueza, uma intensidade e uma variedade admiráveis. Nos
manuscritos persas as cores esmaltadas provem do fato da disposição das cores
provir de pedras preciosas e semipreciosas em pó, ouro e prata em profusão. Inicialmente,
os artistas desenhavam e depois é que coloriam o sentimento de que a arte
muçulmana é uma arte de coloristas resulta da estética muçulmana propriamente
dita e dos meios inventados pelos artistas para tornar os interditos dos
“hadiths”. Os pintores aplicaram ao pé da letra o interdito concernente às
imagens com sombras, não modelaram as cores e misturaram branco e preto a elas.
O resultado imediato é que
obtemos placas de cores puras, da mesma intensidade sobre a superfície e sem
nenhuma nuance para modelar. Estas placas justapõem-se sem intermediações: suas
bordas não são temperadas pelos reflexos dos objetos ambientes, zonas de
sombras, claro-escuro, etc.
Conclusão
O
que se apresentou foi um breve estudo sobre a arte do médio oriente, em
especificidade a Arte Islâmica. Podemos notar que apesar das restrições
religiosas, a beleza estética é de importante apreciação devido a sua precisão
material, mas também uma possível visão filosófica oriental, mesmo por seus
víeis teológico. A arte islâmica continua sua desenvoltura por uma nova
estética.
Bibliografia:
LEITE,
Silvia. O simbolismo dos padrões
geométricos da Arte islâmica.
PAPADOULO,
Alexander. L’ Islam etl’ art mulçumanCol
Mazenod - Citadelles.
KAMEL,
Ali.Sobre o Islã. Ed. Nova Fronteira.
2007.
ROBINSON,
Francis. O mundo Islâmico – o esplendor de uma fé. Grandes
civilizações do passado.
Rio de
Janeiro
2011




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